Toni me dizia acontecimentos secretos, sentimentais, com voz em surdina perto de mim, quase ao meu ouvido. Eu em pé ao seu lado, na Lagoa Rodrigues de Freitas ou num pé-sujo próximo ao Largo do Machado o ouvia , atento. Me dizia uma vez que estava vivendo um romance. Sucinta e seriamente, meio a alguma coisa meio desimportante que acontecia à nossa volta.
Outras vezes ele era indiferente a mim. Eu até que não ligava. Não sei bem porque gostava dele. E este " não sei nem porque" vai por conta de que geralmente sempre gostei de quase todo mundo de quem eu era próximo, ou estava por onde eu andava.. Mas deveria haver um motivo para eu gostar de Toni. Talvez me despertasse uma certa admiração, até sem motivo rs. Porque era meio indiferente. Mas como eu era meio estelar, e ele também, algo nos aproximava.
Uma vez o vi, nu. À noite, em seu apartamento na Voluntários da Pátria. O olhei como olhos não propriamente eróticos, ou sensuais. Ele me olhou de volta. Estava se vestindo. Normal. Era mais uma noite, e íamos para o bar Real Astória num tempo em que a mundaneidade do baixo Leblon era meio boêmia no grande estilo, quase sinônimo de liberdade artística.
Bem, não sei o que quer dizer bem isso. Chamo assim pelas minhas raizes existencialistas parisienses via leitura de livros de Jean Paul Sartre que lia na minha adolescência.E por uma tradição dos anos 70, quando sair à noite era um acontecimento. O que continuou pelos anos 80, época em que conheci Antonio Rogério Coimbra-Toni, Platão pela sua admiração pelo filósofo das essências.
Chegava eu hoje, numa noite de maio de 2013,do Norte Shopping onde comprei filme de Disney, Humphrey Bogart, Bertolucci e Jeanne D'Arc, em minha casa, atento, e olhando ao meu computador ligado vi: Toni se dirigindo a mim no bate-papo do Facebook.
Trocamos números de telefones. Me ligou para o fixo. Ouço sua voz. E que delícia é se reencontrar, mesmo à distância, com um velho amigo!
E entendi... conversando com este crooner, operístico e de bom gosto que suco com metade de um pepino batido no liquidificador com água deixa a nossa voz grave mais doce. Mas não por ele. Aprendi contando para ele.
Sim, pois o pepino é refrescante e acalma os ânimos piscianos de voz grave- como eu e Toni.
Toni até me disse que cansávamos ao falar, porque quem , como nós, tem voz grave tende sempre a falar mais alto!
Bem,, eu que à tarde tinha conversado rapidamente com um rapaz, na calçada, sentado num banco, por acaso, sobre os inconfidentes mineiros, missões jesuíticas junto aos indios, ouro de Minas Gerais que financiava a revolução Industrial Inglesa... foi bom saber, e confirmar o que ando descobrindo: nada de excessos na tranquilidade dos dias.
quinta-feira, 2 de maio de 2013
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013
Diana e Brigite
Diana e Brigite desde que eram filhotes viviam juntas na área de minha casa. Diana é um labrador e passou a entrar mais e ficar entre nós. Mas gostava de voltar para junto da Brigite. Depois, pelas mãos de meu sobrinho Rafael, Brigite passou a ficar entre nós também. Sempre amigas.
Diana nunca cria problemas para se medicar.Gosta, e até me procura.
Brigite, ao adoecer, parecia aprender com ela a necessidade de se medicar.
Quando precisou ir ao veterinário para melhorar de uma doença fatal, mas fora do tempo de uma cura, me olhou de manhã com confiança de que eu iria com ela.
Me senti honrado, como dizia minha irmã Sandra com sua demonstração de confiança.
E no veterinário, eu a abracei e ela se sentiu confiante de estar comigo. Ao sair da clínica, animada olhando a paisagem da janela do carro, tive a certeza que estava feliz. Chegou até a brincar por dias!
Quando não quis mais aquela doença que a vitimou, procurava deitar-se, tranquila. Diana a olhava, e para mim ao lado de Brigite. E confiante , uma noite Diana deitou-se. Brigite partiu para o céu no dia seguinte e Diana ficava deitada nos lugares onde Brigite deitou.
Diana ao ir a veterinários, com problema parecido ao de Brigite, não pareceu ter gostado. Por mais que a tratassem bem, a dra Paola e a outra veterinária. Porém, no dia que foi preciso que ela se operasse, ficou confiante.Chegou mesmo a esperar a cirurgia providencial. Eu não permitiria caso não sentisse firmeza na comunicação do Rafael que a levou a uma consulta anteriormente de que estaria tudo bem. Diana sentiu firmeza também!
Com a ajuda de Deus Diana curou-se! E Brigite mora em meu coração.
Diana nunca cria problemas para se medicar.Gosta, e até me procura.
Brigite, ao adoecer, parecia aprender com ela a necessidade de se medicar.
Quando precisou ir ao veterinário para melhorar de uma doença fatal, mas fora do tempo de uma cura, me olhou de manhã com confiança de que eu iria com ela.
Me senti honrado, como dizia minha irmã Sandra com sua demonstração de confiança.
E no veterinário, eu a abracei e ela se sentiu confiante de estar comigo. Ao sair da clínica, animada olhando a paisagem da janela do carro, tive a certeza que estava feliz. Chegou até a brincar por dias!
Quando não quis mais aquela doença que a vitimou, procurava deitar-se, tranquila. Diana a olhava, e para mim ao lado de Brigite. E confiante , uma noite Diana deitou-se. Brigite partiu para o céu no dia seguinte e Diana ficava deitada nos lugares onde Brigite deitou.
Diana ao ir a veterinários, com problema parecido ao de Brigite, não pareceu ter gostado. Por mais que a tratassem bem, a dra Paola e a outra veterinária. Porém, no dia que foi preciso que ela se operasse, ficou confiante.Chegou mesmo a esperar a cirurgia providencial. Eu não permitiria caso não sentisse firmeza na comunicação do Rafael que a levou a uma consulta anteriormente de que estaria tudo bem. Diana sentiu firmeza também!
Com a ajuda de Deus Diana curou-se! E Brigite mora em meu coração.
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