segunda-feira, 23 de abril de 2012
para que maltratar o amor, o amor não se maltrata
A meu pedido, dia das mães, ela mesmo se dizendo sem voz cantou essa música, acho que do Altemar Dutra- e que sempre cantava.Às vezes é de uma frescura, mesmo frescor juvenil, conservado ao comentar com expressões entre modernas e antigas com as amigas sobre novelas ou, comigo, com seriedade sobre a situação indígena, que me surpreende. É terna com os netos, e crianças, mas rigorosa com seus acertos que tanto proclama, com razão.Tão responsável com suas tarefas que chega a ser chata. Aprendo com suas iniciativas, sem essas me faltaria muita coisa mesmo. Sempre insistiu no que é preciso ser feito.
Diz que só vejo filmes e me pergunta se vou ver Globo repórter e me informa que está passando Braguinha, ou Ney Matogrosso... e, mesmo eu acordando cedo, quando abre a porta para a Diana e a Brigite fazerem as necessidades no jardim, e ao almoçar tranquilamente afirma que acordo tarde.Larguei os estudos para participação revolucionária pós 64, ele fez com que eu voltasse a estudar.
Quando se cuida recupera a beleza, seu riso. E sempre quando me aborreço com o que acho injusto em seu temperamento forte,difícil, considero seu valor inestimável. Se dá ao luxo de ser indiferente em relação a mim, preferindo ouvir Sem Censura, com a Leda Nagle.
domingo, 22 de abril de 2012
novidade
Pedi ao meu pai, antes dos meus 10 anos, e ele fez uma assinatura do Jornal do Brasil. Emoção às manhãs para ler crítica de cinema, ver programação. Também esperava tio Glauco chegar às quintas à noite para lhe pedir a impressão do Globo, que ele deixava no banco de trás de seu carro.Ele me dava a chave. Morava em Copacabana, ia às sessões das 22h, dizia que dormia. O gentil Tio Glauco, grande amigo de meu pai, ao presenciar eu não chorar quando um médico trocava curativo de meu dedo seriamente machucado, me presenteou com um projetor infantil de imagens.
Num período cheguei a recortar e colecionar fotojornalismo da Guerra do Vietnã, protestando. E artigos de economia, descobertas arqueológicas... guardava, não lia.
Lia era José Carlos Avellar que escolhia uma cena, sequência, plano e desenvolvia uma questão- intrigantemente intelectual.Sempre quis escrever sobre cinema, mas nem cursando pelo meio Comunicação nem mestre em Letras ainda consegui! Hoje gosto de ouvir diálogos. Outro dia vi o início de um filme com Anouk Aimée, The Appointment/ Sidney Lumet: uma mesa de café da manhã, e o filme custando a carregar, pensei em fazer interferências e comentários a planos, coisa aprendida com Godard e com uma aluna de Artes Visuais, Simone, que num programa de edição de vídeo desenhou em cor sobre o cartaz de vanguarda dos irmãos Sterneberg para Um homem com uma câmera...
segunda-feira, 9 de abril de 2012
crise( bom sono)
Algo muito bom tem me ajudado, me considerado-.Fico indignado com que eu sofro, mas procuro me orientar, ter discernimento, também orando "santificado seja vosso nome"," venha a nós o vosso reino", " o pão nosso de cada dia nos dai hoje"bem definidamente . Meio a crise, o descanso é um remédio precioso e desenvolvo pequenas e boas disciplinas. Com a idade, não sofro tanto como quando desavisado, e cuido de curar-me de precariedades e alguns males com a fé que sinto quando decido-me, pequenas decisões, e o reconhecimento para com a minha vida.
Procuro sem muita cisma meu sentido, alimentar-me com atenção,retomada como hábito, e trabalhar com noções eficientes de práticas, necessidades.
não consigo concentrar-me muito para acompanhar um filme, os vejo meio de relance mas os escuto, notando-lhes os valores e qualidade.Coloquei nomes nosposts deste blog que de manhã, com clareza,achei que poderiam ser paciência, força sensível, habilidades- e estudo.Providências.
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