segunda-feira, 23 de abril de 2012

para que maltratar o amor, o amor não se maltrata

A meu pedido, dia das mães, ela mesmo se dizendo sem voz cantou essa música, acho que do Altemar Dutra- e que sempre cantava.Às vezes é de uma frescura, mesmo frescor juvenil, conservado ao comentar com expressões entre modernas e antigas com as amigas sobre novelas ou, comigo, com seriedade sobre a situação indígena, que me surpreende. É terna com os netos, e crianças, mas  rigorosa com seus acertos que tanto proclama, com razão.Tão responsável com suas tarefas que chega a ser chata. Aprendo com suas iniciativas, sem essas me faltaria muita coisa mesmo. Sempre insistiu no que é preciso ser feito. Diz que só vejo filmes e me pergunta se vou ver Globo repórter e me informa que está passando Braguinha, ou Ney Matogrosso... e, mesmo eu acordando cedo, quando abre a porta para a Diana e a Brigite fazerem as necessidades no jardim, e ao almoçar tranquilamente afirma que acordo tarde.Larguei os estudos para participação revolucionária pós 64, ele fez com que eu voltasse a estudar. Quando se cuida recupera a beleza, seu riso. E sempre quando me aborreço com o que acho injusto em seu temperamento forte,difícil, considero seu valor inestimável. Se dá ao luxo de ser indiferente em relação a mim, preferindo ouvir Sem Censura, com a Leda Nagle.

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