domingo, 22 de abril de 2012
novidade
Pedi ao meu pai, antes dos meus 10 anos, e ele fez uma assinatura do Jornal do Brasil. Emoção às manhãs para ler crítica de cinema, ver programação. Também esperava tio Glauco chegar às quintas à noite para lhe pedir a impressão do Globo, que ele deixava no banco de trás de seu carro.Ele me dava a chave. Morava em Copacabana, ia às sessões das 22h, dizia que dormia. O gentil Tio Glauco, grande amigo de meu pai, ao presenciar eu não chorar quando um médico trocava curativo de meu dedo seriamente machucado, me presenteou com um projetor infantil de imagens.
Num período cheguei a recortar e colecionar fotojornalismo da Guerra do Vietnã, protestando. E artigos de economia, descobertas arqueológicas... guardava, não lia.
Lia era José Carlos Avellar que escolhia uma cena, sequência, plano e desenvolvia uma questão- intrigantemente intelectual.Sempre quis escrever sobre cinema, mas nem cursando pelo meio Comunicação nem mestre em Letras ainda consegui! Hoje gosto de ouvir diálogos. Outro dia vi o início de um filme com Anouk Aimée, The Appointment/ Sidney Lumet: uma mesa de café da manhã, e o filme custando a carregar, pensei em fazer interferências e comentários a planos, coisa aprendida com Godard e com uma aluna de Artes Visuais, Simone, que num programa de edição de vídeo desenhou em cor sobre o cartaz de vanguarda dos irmãos Sterneberg para Um homem com uma câmera...
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