domingo, 4 de março de 2012

velho

Tenho medo dessa palavra, e depois de ver os passinhos muito lentos de Sérgio Brito, no teatro Sérgio Porto, vendo uma montagem de Cristina Jatahi, fiquei ainda mais temeroso.

Porque achei, pensei, o que todos acham: ficar velho seria humilhante e, até ( Meu Deus!), digno de pena.

Mas quando nosso velho ator e galã, comentarista de televisão, faleceu,o achei tão lindo, tão digno de admiração e não só por sua longa e ilustre história. Claro que por isso também, mas falo "não só" porque esse motivo seria algo retórico.

O achei, o senti, completo.

Quando penso que aos 60 sinto precariedades de saúde, vejo que o melhor não é preocupar-se com a juventude ou velhice, mas com providências simples como cuidar de modos, hábitos como o de lavar as mãos e o rosto ou guardar minhas coisas para quando precisar e organizá-las para achá-las. Providências simples,delas depende a tranquilidade, e o futuro e o sentido de estarmos no mundo cuidando da vida- o que na minha adolescência e 20 anos era um sonho, uma utopia. Hoje preciso cuidar para manter minha vida e evoluir como devo.

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